26 de set. de 2013

Pergunta lá

Sugiro assistirem aos vídeos abaixo (são curtos!) antes de lerem o texto pra entenderem melhor as referências. Eu assisti milhares de vezes na televisão, mas nem todo mundo é tão ligando em propagando como eu. Não esqueçam também de ajudar COMPARTILHANDO!




PERGUNTA LÁ

Mota, um policial no seus 40 anos entra em uma loja de conveniência da rede de postos de gasolina Ipiranga. Ele está vestido casualmente e usa óculos escuros. Ele entra com autoridade empunhando um distintivo e com um coldre na cintura, onde sua arma está presa. Segura a porta para seu parceiro (Antunes) entrar enquanto tira os óculos escuros. Antunes é uns 10 anos mais novo e está vestido de forma similar. Antes mesmo de chegar ao balcão de atendimento Mota já fala alto para todos os presentes ouvirem.

MOTA
A casa caiu! Somos da polícia e é melhor ficar todo mundo quietinho que não tem pra onde correr.

Antunes fica cobrindo a porta já com sua arma em punho. A atendente do balcão está assustada com a mão para o alto.

ATENDENTE
Meu Deus do céu, o que é isso moço? O que está acontecendo?

MOTA
A senhora cala a boca que eu só quero falar com o dono aqui (aponta para um homem bem arrumado usando gravata que é claramente o gerente).

O gerente se aproxima com as mãos na cabeça. Além de estar vestido com esse “uniforme” de gerente ele tem os cabelos bem penteados e é um homem por volta de seus 35 anos de boa aparência. Está bem tenso com a situação.

GERENTE
(olhando para os lados sem virar a cabeça) O senhor quer falar comigo?

MOTA
Pode abaixar as mãos.(o gerente obedece e segura uma mão na outra demonstrando claro nervosismo. Mota se vira para seu parceiro). Pode trazer o informante Antunes.
Antunes abre a porta para a entrada de um dos frentistas. Ele é um homem de estatura mediana um pouco acima do peso e usa o uniforme de trabalho. Ele entra timidamente e para ao lado de Mota que lhe dirige a palavra.

MOTA
É esse o homem de quem nós conversamos? (apontando para o gerente)
O frentista está meio envergonhado olhando para o chão, mas levanta a cabeça e confirma com um aceno.

MOTA
Obrigado, pode esperar lá fora.

O frentista começa a se dirigir para a porta e Mota ia começar a falar com o gerente quando o frentista para e começa a falar mudando sua postura e se mostrando um gay bem afetado.

FRENTISTA
Ai, espera que eu não aguento isso! (fala com o gerente) Um homem tão lindão como você tinha que se envolver com essas coisas ruins? É o ó! Eu podia te dar tanto mais. Uma semana lá em casa e você já esquecia tudo isso aqui e seríamos felizes em nosso ninho de amor. Mas eu não podia me envolver nisso. Sou pobre, mas sou honesta. Ai gente! (começa a abanar os olhos com as mãos como se estivesse secando as lágrimas que ainda nem chorou) Um bofe desses preso?! Por isso que está tão difícil arrumar homem nesse mundo.  

Mota interrompe e se dirige ao seu parceiro.

MOTA
Ô Antunes, por favor o acompanhe até lá fora porque o assunto aqui é sério.

Antunes pega o frentista pelo braço, (o frentista gosta da “pegada” de Antunes e fica cheio de sorrisinhos para o policial. Antunes de cara fechada) leva ele até a porta e a fecha se voltando novamente para os presentes com a sua arma.

MOTA
È só o que me faltava. Uma declaração de amor no meio da minha operação.

ANTUNES
Pois é, mas até que a frutinha tem razão, o cara é boa pinta mesmo.

MOTA
(olha rapidamente para o gerente) Isso é, (muda o tom falando mais alto e sério) mas não vem ao caso. Porra Antunes, tu virou jurado de Mister gay? A gente está aqui pra fechar esse trabalho!

ANTUNES
(fica um pouco constrangido) É,desculpa.

Mota se vira para o gerente.

MOTA
Então, vai começar a falar? Já perdi meu tempo e não estou com muita paciência.

GERENTE
Eu não sei do que o senhor está falando. É óbvio que esse homem aí é um desequilibrado. Não sei nem do que estou sendo acusado.

MOTA
Puta que pariu, só pra me dar trabalho mesmo. Eles nunca facilitam e admitem de uma vez. (se vira para o Antunes) Traz o cara aí Antunes.
Antunes sai rapidamente e volta acompanhado de um homem gordo vestindo uma camisa xadrez aberta sobre uma camiseta branca e um boné. O homem está claramente sob efeito de drogas ou abstinência. Fica se coçando, olhando para o nada e balbuciando repetidamente.

HOMEM GORDO
Posto Ipiranga, lá no posto, pergunta, Ipiranga, pergunta no posto. Posto Ipiranga...

Antunes puxa ele um pouco mais para um canto onde ele fica parado passivamente e continua falando sozinho. Mota volta a falar se dirigindo ao gerente.

MOTA
Já são três meses de operação, e além da confirmação do seu namorado que saiu agora a pouco temos esse nosso amiguinho aqui que já deu tudo! Estamos usando agentes a paisana há um bom tempo pra encontrar a base aqui de Nova. Tínhamos provas de que caminhoneiros estavam envolvidos na distribuição e usamos oficiais infiltrados. E a trilha acaba aqui. Como eu já disse, a casa caiu, o senhor está preso por tráfico de drogas!

Mota algema o gerente, mas apesar de não resistir ele fica indignado.

GERENTE
Mas isso é um absurdo! Eu já disse que aquele homem é um desequilibrado. Provavelmente inventou alguma coisa só porque eu nunca dei bola pra ele. Devia ter demitido ele a muito tempo. E esse outro aí é um viciado que inclusive parece estar sobre efeito de drogas no momento. Qualquer coisa que ele tenha dito não pode ser levado a sério. Você não tem nenhuma prova real contra mim!

Mota se exalta e já tira a arma do coldre.

MOTA
(enfurecido apontando com a arma para o gerente) Ahh não? Não tenho nenhuma prova? (aponta com a arma para um grupo que está mais no fundo da loja e ainda não havia entrado em quadro) aquele velho bicho grilo com aquele casal ali (ver vídeo) se eles não estiverem aqui pra garantir o baseado de mais tarde eu como o meu distintivo com farofa!É tanta maconha na cabeça que o velho não consegue nem falar!(mostra o velho aéreo) E aquele ali! (aponta pra um homem que também não havia aparecido até agora em quadro e está em outro canto caído no chão meio desacordado com um cachorro mordendo seu braço) O filho da puta é tão cracudo que nem sente mais nada.(ver vídeo)
   
Mota volta novamente a atenção e a arma para o gerente.

MOTA
Sua distribuição também já era. Olha ali o seu aviãozinho, ou melhor passarinho. Rodou, mas antes já abriu o bico e cantou bonitinho.

Mota aponta pelo vidro para o lado de fora onde um homem vestido de frango está sendo algemado por outros policiais.

MOTA
E pra piorar a sua situação temos também denúncia de prostituição nessa espelunca aqui. O nosso amigo aqui (aponta para o gordo balbuciante) nos contou que o esquema é tão pesado que não sabe nem se é pai do próprio filho!(ver vídeo)

Antunes abre a porta e um menino  por volta dos 8 anos vestido de forma quase idêntica ao gordo entra correndo em direção à atendente do balcão.    

MENINO
Mamãe, mamãe!! (abraça a mulher que estava atrás do balcão)

MOTA
Taí mais uma prova!

Antunes vai atrás do menino para tirar ele da cena, mas ao chegar atrás do balcão se surpreende com o que encontra.

ANTUNES
Caralho! (olhando pra debaixo do balcão) Dá pra fazer tudo mesmo nesse posto Ipiranga! (tira sacos de pó, “tijolos” de maconha, comprimidos variados, e outros tipos de droga debaixo do balcão e coloca sobre ele).

Mota se vira para ver todo o material que Antunes está mostrando e em seguida se volta novamente para o gerente com um sorriso de satisfação no rosto.

MOTA
Pronto, pra acabar com o mimimi! (fala agora com o Antunes) Leva essas provas aí pro carro e esse vagabundo pro camburão! (recoloca os óculos escuros) E vamos logo com isso que eu já perdi muito tempo aqui. Prometi pra minha mulher que ia comprar os ingressos pro show da Anitta e uma camisa do Bangu pro meu filho e daqui a pouco fecha tudo.

HOMEM GORDO
Tem no posto Ipiranga.
FIM
CRÉDITOS

Mota falando itens absurdos para o gordo e ele sempre respondendo “No posto Ipiranga”.

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