Sugiro assistirem aos vídeos abaixo (são curtos!) antes de lerem o texto pra entenderem melhor as referências. Eu assisti milhares de vezes na televisão, mas nem todo mundo é tão ligando em propagando como eu. Não esqueçam também de ajudar COMPARTILHANDO!
- http://www.youtube.com/watch?v=lvWZhNtPw4g&feature=endscreen
- http://www.youtube.com/watch?v=o9Xy4A3qLpE
- http://www.youtube.com/watch?v=5lw2OEpyD84
- http://www.youtube.com/watch?v=7POgfQZdaTM
- http://www.youtube.com/watch?v=JHdPO4w1KWo
- http://www.youtube.com/watch?v=oVyBtdcwmeA
PERGUNTA LÁ
Mota, um
policial no seus 40 anos entra em uma loja de conveniência da rede de postos de
gasolina Ipiranga. Ele está vestido casualmente e usa óculos escuros. Ele entra
com autoridade empunhando um distintivo e com um coldre na cintura, onde sua
arma está presa. Segura a porta para seu parceiro (Antunes) entrar enquanto
tira os óculos escuros. Antunes é uns 10 anos mais novo e está vestido de forma
similar. Antes mesmo de chegar ao balcão de atendimento Mota já fala alto para
todos os presentes ouvirem.
MOTA
A casa caiu! Somos
da polícia e é melhor ficar todo mundo quietinho que não tem pra onde correr.
Antunes fica
cobrindo a porta já com sua arma em punho. A atendente do balcão está assustada
com a mão para o alto.
ATENDENTE
Meu Deus do
céu, o que é isso moço? O que está acontecendo?
MOTA
A senhora
cala a boca que eu só quero falar com o dono aqui (aponta para um homem bem
arrumado usando gravata que é claramente o gerente).
O gerente se
aproxima com as mãos na cabeça. Além de estar vestido com esse “uniforme” de
gerente ele tem os cabelos bem penteados e é um homem por volta de seus 35 anos
de boa aparência. Está bem tenso com a situação.
GERENTE
(olhando para
os lados sem virar a cabeça) O senhor quer falar comigo?
MOTA
Pode abaixar
as mãos.(o gerente obedece e segura uma mão na outra demonstrando claro
nervosismo. Mota se vira para seu parceiro). Pode trazer o informante Antunes.
Antunes abre
a porta para a entrada de um dos frentistas. Ele é um homem de estatura mediana
um pouco acima do peso e usa o uniforme de trabalho. Ele entra timidamente e
para ao lado de Mota que lhe dirige a palavra.
MOTA
É esse o
homem de quem nós conversamos? (apontando para o gerente)
O frentista
está meio envergonhado olhando para o chão, mas levanta a cabeça e confirma com
um aceno.
MOTA
Obrigado,
pode esperar lá fora.
O frentista
começa a se dirigir para a porta e Mota ia começar a falar com o gerente quando o
frentista para e começa a falar mudando sua postura e se mostrando um gay bem
afetado.
FRENTISTA
Ai, espera que
eu não aguento isso! (fala com o gerente) Um homem tão lindão como você tinha
que se envolver com essas coisas ruins? É o ó! Eu podia te dar tanto mais. Uma
semana lá em casa e você já esquecia tudo isso aqui e seríamos felizes em nosso
ninho de amor. Mas eu não podia me envolver nisso. Sou pobre, mas sou honesta.
Ai gente! (começa a abanar os olhos com as mãos como se estivesse secando as
lágrimas que ainda nem chorou) Um bofe desses preso?! Por isso que está tão
difícil arrumar homem nesse mundo.
Mota
interrompe e se dirige ao seu parceiro.
MOTA
Ô Antunes,
por favor o acompanhe até lá fora porque o assunto aqui é sério.
Antunes pega
o frentista pelo braço, (o frentista gosta da “pegada” de Antunes e fica cheio
de sorrisinhos para o policial. Antunes de cara fechada) leva ele até a porta e a fecha
se voltando novamente para os presentes com a sua arma.
MOTA
È só o que me
faltava. Uma declaração de amor no meio da minha operação.
ANTUNES
Pois é, mas
até que a frutinha tem razão, o cara é boa pinta mesmo.
MOTA
(olha
rapidamente para o gerente) Isso é, (muda o tom falando mais alto e sério) mas
não vem ao caso. Porra Antunes, tu virou jurado de Mister gay? A gente está
aqui pra fechar esse trabalho!
ANTUNES
(fica um
pouco constrangido) É,desculpa.
Mota se vira
para o gerente.
MOTA
Então, vai
começar a falar? Já perdi meu tempo e não estou com muita paciência.
GERENTE
Eu não sei do
que o senhor está falando. É óbvio que esse homem aí é um desequilibrado. Não
sei nem do que estou sendo acusado.
MOTA
Puta que pariu, só pra me dar trabalho
mesmo. Eles nunca facilitam e admitem de uma vez. (se vira para o Antunes) Traz o cara aí Antunes.
Antunes sai
rapidamente e volta acompanhado de um homem gordo vestindo uma camisa xadrez aberta sobre uma camiseta branca e
um boné. O homem está claramente sob efeito de drogas ou abstinência. Fica se
coçando, olhando para o nada e balbuciando repetidamente.
HOMEM GORDO
Posto
Ipiranga, lá no posto, pergunta, Ipiranga, pergunta no posto. Posto Ipiranga...
Antunes puxa
ele um pouco mais para um canto onde ele fica parado passivamente e continua
falando sozinho. Mota volta a falar se dirigindo ao gerente.
MOTA
Já são três
meses de operação, e além da confirmação do seu namorado que saiu agora a pouco
temos esse nosso amiguinho aqui que já deu tudo! Estamos usando agentes a
paisana há um bom tempo pra encontrar a base aqui de Nova. Tínhamos
provas de que caminhoneiros estavam envolvidos na distribuição e usamos
oficiais infiltrados. E a trilha acaba aqui. Como eu já disse, a casa caiu, o
senhor está preso por tráfico de drogas!
Mota algema o
gerente, mas apesar de não resistir ele fica indignado.
GERENTE
Mas isso é um
absurdo! Eu já disse que aquele homem é um desequilibrado. Provavelmente
inventou alguma coisa só porque eu nunca dei bola pra ele. Devia ter demitido
ele a muito tempo. E esse outro aí é um viciado que inclusive parece estar sobre
efeito de drogas no momento. Qualquer coisa que ele tenha dito não pode ser
levado a sério. Você não tem nenhuma prova real contra mim!
Mota se
exalta e já tira a arma do coldre.
MOTA
(enfurecido
apontando com a arma para o gerente) Ahh não? Não tenho nenhuma prova? (aponta
com a arma para um grupo que está mais no fundo da loja e ainda não havia
entrado em quadro) aquele velho bicho grilo com aquele casal ali (ver vídeo) se
eles não estiverem aqui pra garantir o baseado de mais tarde eu como o meu distintivo com farofa!É tanta maconha na cabeça que o velho não consegue nem falar!(mostra o velho aéreo) E aquele ali!
(aponta pra um homem que também não havia aparecido até agora em quadro e está
em outro canto caído no chão meio desacordado com um cachorro mordendo seu
braço) O filho da puta é tão cracudo que nem sente mais nada.(ver vídeo)
Mota volta
novamente a atenção e a arma para o gerente.
MOTA
Sua distribuição também já era. Olha ali o seu aviãozinho, ou melhor passarinho. Rodou, mas antes já abriu o bico e cantou bonitinho.
Mota aponta pelo vidro para o lado de fora onde um homem vestido de frango está sendo algemado por outros policiais.
MOTA
E pra piorar
a sua situação temos também denúncia de prostituição nessa espelunca aqui. O
nosso amigo aqui (aponta para o gordo balbuciante) nos contou que o esquema é
tão pesado que não sabe nem se é pai do próprio filho!(ver vídeo)
Antunes abre
a porta e um menino por volta dos 8 anos
vestido de forma quase idêntica ao gordo entra correndo em direção à atendente do
balcão.
MENINO
Mamãe,
mamãe!! (abraça a mulher que estava atrás do balcão)
MOTA
Taí mais uma
prova!
Antunes vai
atrás do menino para tirar ele da cena, mas ao chegar atrás do balcão se
surpreende com o que encontra.
ANTUNES
Caralho!
(olhando pra debaixo do balcão) Dá pra fazer tudo mesmo nesse posto Ipiranga! (tira
sacos de pó, “tijolos” de maconha, comprimidos variados, e outros tipos de
droga debaixo do balcão e coloca sobre ele).
Mota se vira
para ver todo o material que Antunes está mostrando e em seguida se volta
novamente para o gerente com um sorriso de satisfação no rosto.
MOTA
Pronto, pra
acabar com o mimimi! (fala agora com o Antunes) Leva essas provas aí pro carro
e esse vagabundo pro camburão! (recoloca os óculos escuros) E vamos logo com
isso que eu já perdi muito tempo aqui. Prometi pra minha mulher que ia comprar
os ingressos pro show da Anitta e uma camisa do Bangu pro meu filho e daqui a
pouco fecha tudo.
HOMEM
GORDO
Tem no posto
Ipiranga.
FIM
CRÉDITOS
Mota falando
itens absurdos para o gordo e ele sempre respondendo “No posto Ipiranga”.